Julio Bianconi https://topsuldailha.com.br/author/julio-bianconi/ O melhor do Sul da Ilha de Florianópolis você encontra aqui. Informação, serviços, negócios, dicas, turismo, hotelaria, gastronomia e muito mais. Wed, 03 Dec 2025 16:26:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://topsuldailha.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Top-Sul-da-Ilha-32x32.jpg Julio Bianconi https://topsuldailha.com.br/author/julio-bianconi/ 32 32 A História da Caça à Baleia nas Praias do Matadeiro e da Armação em Florianópolis/SC https://topsuldailha.com.br/a-historia-da-caca-a-baleia-nas-praias-do-matadeiro-e-da-armacao-em-florianopolis-sc/ Wed, 03 Dec 2025 16:13:48 +0000 https://topsuldailha.com.br/?p=741 The post A História da Caça à Baleia nas Praias do Matadeiro e da Armação em Florianópolis/SC appeared first on TopSuldaIlha.

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Caça à Baleia nas Praias do Matadeiro e da Armação.

Durante os séculos XVIII e XIX, as praias da Armação e do Matadeiro, no sul da Ilha de Santa Catarina, foram palco de uma atividade que marcou profundamente a história da região: a caça à baleia. 

 

Durante os séculos XVIII e XIX, as praias da Armação e do Matadeiro, no sul da Ilha de Santa Catarina, foram palco de uma atividade que marcou profundamente a história da região: a caça à baleia. 

Essa prática começou com a instalação da chamada Armação Baleeira, uma estrutura organizada pelo governo português para capturar baleias e aproveitar ao máximo seus produtos. O nome “Armação” vem justamente desse complexo, que incluía oficinas, fornos para derreter gordura, depósitos, moradias e até uma capela. Tudo girava em torno de um objetivo: extrair o óleo de baleia, que era usado como combustível para iluminação pública, na construção civil (em argamassas), sabão, entre outros usos. 

A espécie mais comum capturada era a baleia-franca-austral, que vinha das águas geladas do Sul todos os anos para se reproduzir nas baías calmas e quentes do litoral. Como nadava devagar e se aproximava bastante da costa, era o alvo ideal dos baleeiros. Também eram caçadas baleias-jubarte, embora em menor quantidade. 

 A captura era feita em barcos a remo e vela, chamados de baleeiras. Cada embarcação levava cerca de oito homens: seis remeiros, um timoneiro e um arpoador — o responsável por lançar o arpão. Quando uma baleia era avistada, os barcos a cercavam e o arpoador lançava o ferro preso por uma corda. A luta podia durar horas. Depois, o animal era rebocado até a beira da praia — em muitos casos, para a enseada que hoje conhecemos como Praia do Matadeiro (nome que vem justamente desse momento de “matança”). 

Ilustração-caça-baleia-sul-florianopolis

 Na areia, a baleia era cortada em pedaços e sua gordura derretida nos fornos da Armação. Nada se perdia: o óleo era armazenado em barris, as barbatanas vendidas para a Europa e até os ossos podiam ser reaproveitadas. A carne, geralmente, era consumida por pessoas escravizadas que trabalhavam no local. 

Com o passar do tempo, a atividade entrou em declínio. O número de baleias diminuiu drasticamente e novas fontes de energia tornaram o óleo obsoleto. A última caça registrada no litoral catarinense foi em 1973. 

Hoje, a história da caça à baleia permanece viva na memória local. As ruínas da antiga armação ainda podem ser vistas, e o nome das praias conta essa história. A boa notícia é que as baleias voltaram: entre os meses de julho e outubro, é possível vê-las passando pela costa — agora livres, protegidas e celebradas por moradores e visitantes. 

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Avenida Pequeno Príncipe: a antiga pista de pouso de Saint-Exupéry https://topsuldailha.com.br/avenida-pequeno-principe-a-antiga-pista-de-pouso-de-saint-exupery/ Mon, 14 Jul 2025 19:18:23 +0000 https://topsuldailha.com.br/?p=639 The post Avenida Pequeno Príncipe: a antiga pista de pouso de Saint-Exupéry appeared first on TopSuldaIlha.

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As Histórias do Sul da Ilha de Santa Catarina Avenida Pequeno Príncipe: a antiga pista de pouso de Saint-Exupéry

Pouca gente imagina, mas quando você anda na Avenida Pequeno Príncipe, no Campeche, está pisando — ou dirigindo — sobre história. Literalmente.

 

Entre as décadas de 1920 e 1940, aviões franceses da Aéropostale, uma das primeiras companhias aéreas do mundo, pousavam aqui mesmo, no sul da Ilha de Santa Catarina. O bairro do Campeche abrigou um campo de pouso improvisado, de terra batida, onde pilotos pioneiros — entre eles o escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe — faziam escala em suas rotas entre a Europa e a América do Sul.

A pista principal seguia quase exatamente o traçado da atual Avenida Pequeno Príncipe. Já a Rua Auroreal, que cruza o bairro, era uma das estradas laterais por onde se desviava do campo de aviação. A história ficou escondida sob o asfalto, mas permanece viva na memória dos moradores antigos e de iniciativas culturais locais.

Um pouso no fim do mundo

Naquela época, o Campeche era uma área isolada, de pescadores e campos abertos. Não havia infraestrutura, mas havia algo essencial: espaço. A planície à beira-mar oferecia condições ideais para pousos e decolagens dos pequenos aviões a hélice. Os próprios moradores ajudavam a manter a pista. Muitos lembram de ter recebido, em troca, pão francês, chocolate e até objetos vindos da França — um encanto num tempo sem estrada asfaltada nem energia elétrica.

 Saint-Exupéry ficou encantado com o lugar. Há quem diga que ele começou a imaginar seu pequeno príncipe ali, entre os ventos do Atlântico e as noites estreladas do sul da ilha.

Um pouso no fim do mundo

Naquela época, o Campeche era uma área isolada, de pescadores e campos abertos. Não havia infraestrutura, mas havia algo essencial: espaço. A planície à beira-mar oferecia condições ideais para pousos e decolagens dos pequenos aviões a hélice. Os próprios moradores ajudavam a manter a pista. Muitos lembram de ter recebido, em troca, pão francês, chocolate e até objetos vindos da França — um encanto num tempo sem estrada asfaltada nem energia elétrica.

 Saint-Exupéry ficou encantado com o lugar. Há quem diga que ele começou a imaginar seu pequeno príncipe ali, entre os ventos do Atlântico e as noites estreladas do sul da ilha.

 

Da terra batida ao parque cultural

Com o fim das operações da Aéropostale e o avanço da urbanização, a pista desapareceu. Mas não a sua memória. O Parque Cultural do Campeche (PACUCA), criado por moradores e ativistas culturais, mantém viva essa história. O parque é um espaço de convivência e resistência — oferece atividades culturais, oficinas, feiras e encontros comunitários. E ali também se conta a história da aviação, do bairro e de um tempo em que aviões cortavam os céus trazendo cartas, esperança e poesia.

Um convite à memória

Hoje, a Avenida Pequeno Príncipe é uma das principais vias do sul da ilha. Temos o monumento da Aéropostale, na esquina com a rua da Capela, com o mapa da indicação do campo e informações referente a história.

E se você passar por ali com um pouco de imaginação, talvez consiga ouvir, no fundo da memória, o som de um avião antigo tocando o solo. E quem sabe, ao dobrar uma esquina, encontrar um certo principezinho de cabelos dourados olhando o mar.

 

 Quer saber mais?

Visite o PACUCA – Parque Cultural do Campeche

 

Explore a história da Aéropostale e de Saint-Exupéry no sul do Brasil

Caminhe pelas ruas do Campeche com os antigos moradores: a memória está viva em cada esquina do bairro.

 

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